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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

PROGRAMAÇÃO CULTURAL: NOVEMBRO E DEZEMBRO

DIVULGAÇÃO

[](http://issuu.com/bibliotecas_sampa/docs/agenda_csmb_novembro_dezembro_2013) A agenda de Novembro e Dezembro já está disponíve
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A agenda de Novembro e Dezembro já está disponível. Confira!

Encontros

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Bate-papo com Giba Pedroza
Giba é contador de histórias, escritor e pesquisador da tradição oral e cultura infantil há vinte anos. Autor de livros infantis e grande pesquisador da nossa tradição oral, foi integrante do Grupo Girasonhos por 10 anos, com o qual lançou o CD, Roda de Histórias. Com de Renata Mattar lançou o CD “Contos de Todos os Cantos”, que foi finalista do prêmio Tim 2008, como melhor CD infantil. Foi roteirista e apresentador do especial infantil “A Menina Trança Rimas”, produzido e exibido na TV Cultura e que homenageia a escritora Tatiana Belinky.
7 de novembro (qui), 14h – Ponto de Leitura Tide Setubal
Relatos que nos unem
O colombiano Jorge Melguizo, diretor da Cátedra Medellín – Barcelona (Fundación Kreanta), e consultor de projetos de urbanismo, cultura e cidade, fala sobre suas experiências em países que reconhecem a cultura como caminho para descobrir e explorar a cidade com toda sua diversidade e conflitos. Em especial, Medellín, uma cidade com cerca de 2,3 milhões de habitantes que já foi considerada uma das mais violentas do mundo.
7 de novembro (qui), 19h30 – BP Belmonte
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Bate-papo com Paulo Lins
Autor do romance “Cidade de Deus”, iniciou sua história na literatura fazendo poesia. Nos anos 80, fez parte do grupo Cooperativa de Poetas e lançou o livro “Sobre o Sol”. Depois do sucesso de “Cidade de Deus”, impulsionado pelo lançamento do filme homônimo dirigido por Fernando Meirelles, Paulo fez alguns trabalhos como roteirista para a TV (“Cidade dos Homens”) e para o cinema (“Quase Dois Irmãos”). Recentemente lançou o título Desde que o Samba É Samba, que traça um panorama sobre a origem do samba entre os anos 1928 e 1931 e o surgimento da primeira escola de samba brasileira
7 de novembro (qui), 19h – BP Paulo Duarte
8 de novembro (sex), 10h – BP Raimundo de Menezes
8 de novembro (sex), 14h – Ponto de Leitura Jardim Lapenna

Teia de Experiências: reflexões sobre a formação de contadores de histórias

A Publicação reúne artigos escritos por professores e palestrantes do Curso Básico de Formação de Contadores de Histórias, realizado desde 2008 na Biblioteca Pública Hans Christian Andersen, temática em Contos de Fadas.

Música

Noel Rosa – O Poeta, o Músico, o Cronista de Uma Época
CYa. Grita Absoluta e Grupo JB Samba.
Dez atores-cantores encenam 38 personagens para apresentar a vida do grande compositor de Vila Isabel: os problemas familiares, os envolvimentos amorosos, o relacionamento com os amigos músicos - Braguinha, Francisco Alves, Nássara, Ismael Silva, Orestes Barbosa, Mário Reis, Lamartine Babo, Almirante, a polêmica com Wilson Baptista, a luta íntima contra o defeito facial de nascença.
Porém, o enfoque especial deste espetáculo são as grandes obras que ele compôs em apenas sete anos - 1929 a 1937 e, inédito: Palpite infeliz, Não tem tradução, Conversa de botequim, Último desejo, Três apitos, Fita amarela, As pastorinhas, Com que roupa? são algumas das músicas que os atores cantam, ao vivo, em arranjos alegres e modernos, acompanhados pelo consagrado conjunto paulistano JB SAMBA, com 43 anos de carreira.
7 de dezembro (sáb), 16h – BIJ Monteiro Lobato
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Teatro

Sonhatório
Com a Cia Truks
Em um hospital psiquiátrico, três homens chegam ao refeitório para a hora do almoço. Como a comida demora a ser servida, eles buscam um meio de esquecer a fome e fazer o tempo passar. Na peça, com Direção de Henrique Sitchin, guardanapos, copos, pratos, bacias, panelas, panos, sacos de lixo e garrafas plásticas se transformam são transformados em criaturas vivas pelas mãos dos manipuladores. 50 min. Livre
3 de novembro (dom), 11h – BP Padre José de Anchieta

Exposição

Eletricidade – a energia move o mundo
Trata as várias transformações de energia presentes no dia a dia do visitante. Com equipamentos interativos que elucidam os conceitos físicos abordados, os visitantes são convidados a explorar as transformações, propriedades, transferências e as diversas fontes e formas de energia, relações com o ambiente, assim como os problemas sociais e ambientais relacionados à geração de energia, sua distribuição, consumo e desperdício.
Abertura com roda de conversa a respeito do tema: 4 de novembro (seg), 10h30 – BP Mário Schenberg
Desmontagem: 1º de fevereiro de 2014
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Arte nas Ruas

Quem conta um Ponto!
Com Grupo MIM MEI MAC
Lili e seu avô, Ponto de Aumento, contam lendas indígenas, gregas e uma ‘história auditiva’, sempre aumentando histórias e transformando tudo numa grande confusão. Viajarão pelo mundo da imaginação...
5 de novembro (ter), 14h – Ônibus-biblioteca Roteiro Vila Nova Esperança. Z. Norte
6 de novembro (qua), 12h30 – Ônibus-biblioteca Roteiro Jaraguá. Z. Norte
7 de novembro (qui), 12h30 – Ônibus-biblioteca Roteiro Parque Peruche. Z. Norte
Biblioteca no Palco
Com Cia de Teatro do Studio
Contações de Histórias baseadas em contos clássicos da literatura, permeados por muita músicas e interações.
7 de novembro (qui), 10h – Ônibus-biblioteca Roteiro Jardim Peri. Z. Norte
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Até a próxima parada!
Ônibus-Biblioteca: a Leitura em movimento

domingo, 27 de outubro de 2013

VALE A PENA DIVULGAR UM TEXTO PRIMOROSO

Neil Gaiman: Por que nosso futuro depende de bibliotecas, de leitura e de sonhar acordado

Neil-Gaiman-Reading-Agency-LecturexxxNeil Gaiman fez uma magnífica palestra à Reading Agency, sobre o futuro da leitura e das bibliotecas. A palestra foi publicada recentemente no jornal inglês The Guardian. Apesar de um pouco extenso, selecionamos as melhores partes. Vale muito a pena a leitura e a reflexão:
(…) Vou fazer um apelo apaixonado para que as pessoas entendam o que as bibliotecas e os bibliotecários são e para que preservem ambos.
E eu sou óbvia e enormemente tendencioso: eu sou um escritor, muitas vezes um autor de ficção. Escrevo para crianças e adultos. Por cerca de 30 anos eu tenho ganhado a vida através das minhas palavras, principalmente por inventar as coisas e escrevê-las. Obviamente está em meu interesse que as pessoas leiam, que elas leiam ficção, que bibliotecas e bibliotecários existam para nutrir amor pela leitura e lugares onde a leitura possa ocorrer.
Então sou tendencioso como escritor. Mas eu sou muito, muito mais tendencioso como leitor. E eu sou ainda mais tendencioso enquanto cidadão britânico.
E estou aqui dando essa palestra hoje a noite sob os auspícios da Reading Agency: uma instituição filantrópica cuja missão é dar a todos as mesmas oportunidades na vida, ajudando as pessoas a se tornarem leitores entusiasmados e confiantes. Que apoia programas de alfabetização, bibliotecas e indivíduos e arbitrária e abertamente incentiva o ato da leitura. Porque, eles nos dizem, tudo muda quando lemos.
E é sobre essa mudança e este ato de leitura que quero falar hoje a noite. Eu quero falar sobre o que a leitura faz. O porquê de ela ser boa.
Neil Gaiman
Uma vez eu estava em Nova York e ouvi uma palestra sobre a construção de prisões particulares – uma ampla indústria em crescimento nos Estados Unidos. A indústria de prisões precisa planejar o seu futuro crescimento – quantas celas precisarão? Quantos prisioneiros teremos daqui 15 anos? E eles descobriram que poderiam prever isso muito facilmente, usando um algoritmo bastante simples, baseado em perguntar a porcentagem de crianças de 10 e 11 anos que não conseguiam ler. E certamente não conseguiam ler por prazer.
Não é um pra um: você não pode dizer que uma sociedade alfabetizada não tenha criminalidade. Mas existem correlações bastante reais.
E eu acho que algumas destas correlações, a mais simples, vem de algo muito simples. As pessoas alfabetizadas leem ficção.
A ficção tem duas utilidades. Primeiramente, é uma uma porta entrada viciante para leitura. O desejo de saber o que acontece em seguida, de querer virar a página, a necessidade de continuar, mesmo que seja difícil, porque alguém está em perigo e você precisa saber como tudo vai acabar… Este é um desejo muito real. E te força a aprender novos mundos, a pensar, a continuar. Descobrir que a leitura por si é prazerosa. Uma vez que você aprende isso, você está no caminho para ler de tudo. E a leitura é a chave.
Neil Gaiman, New Reading
(…) Quadrinhos tem sido acusados de promover o analfabetismo. É tosco. É arrogante e é burro. Não existem autores ruins para crianças, que as crianças gostem e querem ler e buscar, por que cada criança é diferente. (…) Adultos bem intencionados podem facilmente destruir o amor de uma criança pela leitura: parar de ler pra eles o que eles gostam, ou dar a eles livros ‘chatos mas que valem a pena’ que você gosta, os equivalentes “melhorados” da literatura Vitoriana do século XXI. Você acabará com uma geração convencida de que ler não é legal e pior ainda, desagradável.
(…) E a segunda coisa que a ficção faz é construir empatia. Quando você assiste TV ou vê um filme, você está olhando para coisas acontecendo a outras pessoas. Ficção de prosa é algo que você constrói a partir de 26 letras e um punhado de sinais de pontuação, e você, você sozinho, usando a sua imaginação, cria um mundo e o povoa e olha através dos olhos de outros. Você sente coisas, visita lugares e mundos que você jamais conheceria de outro modo. Você aprende que qualquer outra pessoa lá fora é um eu, também. Você está sendo outra pessoa e quando você volta ao seu próprio mundo, você estará levemente transformado.
(…) Você também está descobrindo algo enquanto lê que é de vital importância para fazer o seu caminho no mundo. E é isto: O mundo não precisa ser assim. As coisas podem ser diferentes.
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Eu estive na China em 2007 na primeira convenção de ficção científica e fantasia aprovada pelo partido na história da China. E em algum momento eu tomei um alto oficial de lado e perguntei a ele “Por que? A ficção científica foi reprovada por tanto tempo. Por que isso mudou?”. É simples, ele me disse. Os chineses eram brilhantes em fazer coisas se outras pessoas trouxessem os planos para eles. Mas eles não inovavam e não inventavam. Eles não imaginavam. Então eles mandaram uma delegação para os Estados Unidos, para a Apple, para a Microsoft, para o Google, e eles perguntaram às pessoas de lá que estavam inventando seu próprio futuro. E eles descobriram que todos eles leram ficção científica quando eram meninos e meninas. A ficção pode te mostrar um outro mundo. Pode te levar para um lugar que você nunca esteve. (…)
Outra forma de destruir o amor de uma criança pela leitura, claro, é se assegurar de que não existam livros de nenhum tipo por perto. E não dar a elas nenhum lugar para que leiam estes livros. Eu tive sorte. Eu tive uma biblioteca local excelente enquanto eu cresci. Eu tive o tipo de pais que podiam ser persuadidos a me deixar na biblioteca no caminho do trabalho deles nas férias de verão, e o tipo de bibliotecários que não se importavam que um menino pequeno e desacompanhado ficasse na biblioteca das crianças todas as manhãs e ficasse mexendo no catálogo de cartões, procurando por livros com fantasmas ou mágica ou foguetes neles, procurando por vampiros ou detetives ou bruxas ou fantasias. E quando eu terminei de ler a biblioteca de crianças eu comecei a de adultos.
Eles eram ótimos bibliotecários. Eles gostavam de livros e eles gostavam dos livros que estavam sendo lidos. Eles me ensinaram como pedir livros das outras bibliotecas em empréstimo inter-bibliotecas. Eles não eram arrogantes em relação a nada que eu lesse. Eles pareciam apenas gostar do fato de existir esse menininho de olhos arregalados que amava ler, e conversariam comigo sobre os livros que eu estava lendo, achariam pra mim outros livros em uma série, eles ajudariam. Eles me tratavam como outro leitor – nem mais, nem menos – o que significa que eles me tratavam com respeito. Eu não estava acostumado a ser tratado com respeito aos oito anos de idade.
BibliotecaxxxMas as bibliotecas tem a ver com liberdade. A liberdade de ler, a liberdade de ideias, a liberdade de comunicação. Elas tem a ver com educação (que não é um processo que termina no dia que deixamos a escola ou a universidade), com entretenimento, tem a ver com criar espaços seguros e com o acesso à informação.
(…) Nos últimos anos, mudamos de uma economia de escassez da informação para uma dirigida por um excesso de informação. De acordo com o Eric Schmidt do Google, a cada dois dias agora a raça humana cria tanta informação quanto criávamos desde o início da civilização até 2003. Isto é cerca de cinco exobytes de dados por dia, para vocês que mantém a contagem. O desafio se torna não encontrar aquela planta escassa crescendo no deserto, mas encontrar uma planta específica crescendo em uma floresta. Precisaremos de ajuda para navegar nesta informação e achar a coisa que precisamos de verdade.
Bibliotecas são lugares que pessoas vão para obter informação. Livros são apenas a ponta do iceberg da informação: eles estão lá, e bibliotecas podem fornecer livros gratuitamente e legalmente. Crianças estão emprestando livros de bibliotecas hoje mais do que nunca – livros de todos os tipos: de papel e digital e em áudio. Mas as bibliotecas também são, por exemplo, lugares onde pessoas que não tem computadores, que podem não ter conexão à internet, podem ficar online sem pagar nada: o que é imensamente importante quando a forma que você procura empregos, se candidata para entrevistas ou aplica para benefícios está cada vez mais migrando para o ambiente exclusivamente online. Bibliotecários podem ajudar estas pessoas a navegar neste mundo.
Eu não acredito que todos os livros irão ou devam migrar para as telas: como Douglas Adams uma vez me falou, mais de 20 anos antes do Kindle aparecer, um livro físico é como um tubarão. Tubarões são velhos: existiam tubarões nos oceanos antes dos dinossauros. E a razão de ainda existirem tubarões é que tubarões são melhores em serem tubarões do que qualquer outra coisa que exista. Livros físicos são durões, difíceis de destruir, resistentes à banhos, operam a luz do sol, ficam bem na sua mão: eles são bons em ser livros, e sempre existirá um lugar para eles. Eles pertencem às bibliotecas, bem como as bibliotecas já se tornaram lugares que você pode ir para ter acesso à ebooks, e audio-livros e DVDs e conteúdo na web.
(…) As bibliotecas realmente são os portais para o futuro. É tão lamentável que, ao redor do mundo, nós observemos autoridades locais apropriarem-se da oportunidade de fechar bibliotecas como uma maneira fácil de poupar dinheiro, sem perceber que eles estão roubando do futuro para serem pagos hoje. Eles estão fechando os portões que deveriam ser abertos.
(…) Livros são a forma com a qual nós nos comunicamos com os mortos. A forma que aprendemos lições com aqueles que não estão mais entre nós, que a humanidade se construiu, progrediu, fez com que o conhecimento fosse incremental ao invés de algo que precise ser reaprendido, de novo e de novo. Existem contos que são mais velhos que alguns países, contos que sobreviveram às culturas e aos prédios nos quais eles foram contados pela primeira vez.
Eu acho que nós temos responsabilidades com o futuro. Responsabilidades e obrigações com as crianças, com os adultos que essas crianças se tornarão, com o mundo que eles habitarão. Todos nós – enquanto leitores, escritores, cidadãos – temos obrigações. Pensei em tentar explicitar algumas dessas obrigações aqui.
Eu acredito que temos uma obrigação de ler por prazer, em lugares públicos e privados. Se lermos por prazer, se outros nos verem lendo, então nós aprendemos, exercitamos nossas imaginações. Mostramos aos outros que ler é uma coisa boa.
Temos a obrigação de apoiar bibliotecas. De usar bibliotecas, de encorajar outras pessoas a utilizarem bibliotecas, de protestar contra o fechamento de bibliotecas. Se você não valoriza bibliotecas então você não valoriza informação ou cultura ou sabedoria. Você está silenciando as vozes do passado e você está prejudicando o futuro.
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Temos a obrigação de ler em voz alta para nossas crianças. De ler pra elas coisas que elas gostem. De ler pra elas histórias das quais já estamos cansados. Fazer as vozes, fazer com que seja interessante e não parar de ler pra elas apenas porque elas já aprenderam a ler sozinhas. Use o tempo de leitura em voz alta para um momento de aproximação, como um tempo onde não se fique checando o telefone, quando as distrações do mundo são postas de lado.
Temos a obrigação de usar a linguagem. De nos esforçarmos: descobrir o que as palavras significam e como empregá-las, nos comunicarmos claramente, de dizer o que estamos querendo dizer. Não devemos tentar congelar a linguagem, ou fingir que é uma coisa morta que deve ser reverenciada, mas devemos usá-la como algo vivo, que flui, que empresta palavras, que permite que significados e pronúncias mudem com o tempo.
(…) Temos a obrigação de entender e reconhecer que enquanto escritores para crianças nós estamos fazendo um trabalho importante, porque se nós estragarmos isso e escrevermos livros chatos que distanciam as crianças da leitura e de livros, nós estaremos menosprezando o nosso próprio futuro e diminuindo o deles.
Todos nós – adultos e crianças, escritores e leitores – temos a obrigação de sonhar acordado. Temos a obrigação de imaginar. É fácil fingir que ninguém pode mudar coisa alguma, que estamos num mundo no qual a sociedade é enorme e que o indivíduo é menos que nada: um átomo numa parede, um grão de arroz num arrozal. Mas a verdade é que indivíduos mudam o seu próprio mundo de novo e de novo, indivíduos fazem o futuro e eles fazem isso porque imaginam que as coisas podem ser diferentes.
(…) Temos a obrigação de dizer aos nossos políticos o que queremos, votar contra políticos ou quaisquer partidos que não compreendem o valor da leitura na criação de cidadãos decentes, que não querem agir para preservar e proteger o conhecimento e encorajar a alfabetização. Esta não é uma questão de partidos políticos. Esta é uma questão de humanidade em comum.

Uma vez perguntaram a Albert Einstein como ele poderia tornar nossas crianças inteligentes. A resposta dele foi simples e sábia. “Se você quer que crianças sejam inteligentes”, ele disse, “leiam contos de fadas para elas. Se você quer que elas sejam mais inteligentes, leia mais contos de fadas para elas”. Ele entendeu o valor da leitura e da imaginação. Eu espero que possamos dar às nossas crianças um mundo no qual elas possam ler, e que leiam para elas, e imaginar e compreender.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

DESTAQUE CULTURAL

DIVULGAÇÃO:

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9º Festival a Arte de Contar Histórias

A maratona de atividades de narração de histórias, workshops, debates, palestras, lançamentos e mostra de cinema continua!
Para esse fim de semana, há uma programação especial de atividades na BP Hans Christian Andersen. Confira:
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Palestra: A Estrutura da Narrativa
Como se estrutura uma narrativa? Como identificar o eixo que sustenta a história? A Jornada do herói - conceitos fundamentais. Como estudar uma história identificando suas unidades de ação. Nesta palestra serão abordados as principais questões que envolvem este tema, além de fornecer uma bibliografia para você se aprofundar.
Com Ana Luísa Lacombe
26 de outubro (sáb), 11h
Debate: A Formação do Contador de Histórias + lançamento da publicação
Os profissionais conversarão sobre suas experiências e práticas em programas de formação de contadores. Após o debate, será lançada a publicação institucional “Teia de Histórias: reflexões sobre a formação para contadores de histórias”.
Com Alice Bandini, Ana Luisa Lacombe, Giba Pedrosa, Giuliano Tierno e Kelly Orasi.
26 de outubro (sáb), 14h
Contador de histórias: ofício de quem?
Neste encontro, serão discutidos os diferentes perfis dos contadores de histórias e propostas de regulamentação da profissão no Brasil.
Com Antonia Andréa de Sousa (Fórum de discussão permanente sobre a arte narrativa, valorização do ofício e reconhecimento da categoria), Clara Haddad (Escola de Narração Itinerante – Portugal) e Maristela Papa (Associação Amigos das Histórias de Brasília).
27 de outubro (dom), 14h
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Encerramento:
KOUMA – A Palavra
Com Toumani Kouyaté
Um provérbio griot diz: Todas as coisas que procriam colocam no mundo seus filhos. Mas quanto à palavra, ela dá à luz sua mãe. Assim, começam os contos, as lendas e os mitos de uma criança que nasceu antes de sua mãe. Isso aconteceu há muito, muito tempo, Isso ainda está acontecendo e vai acontecer para sempre... “Esta é uma mensagem de ontem, destinada ao amanhã, transmitida hoje” (Contos de um pequeno djéli do Mande). 60 min.
Após a apresentação, o artista participa de um bate-papo com o público.
27 de outubro (dom), 16h

MOSTRA A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS

Pela primeira vez o Festival de Contação tem uma mostra de cinema. Na sexta-feira, dia 25, às 19h, acontece na BP Viriato Correa a Sessão Comentada: O que a gente faz, conta!
O documentário registra momentos, vivências e os mais diversos depoimentos em relação aos 15 anos de história da Associação Viva e Deixe Viver. É possível conhecer o trabalho realizado pelos contadores de histórias. Livre. Ao final haverá um bate-papo com Valdir Cimino, Presidente da Associação Viva e Deixe Viver e professor na Faculdade de Comunicação e Marketing da FAAP.

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Música

Maracatu eletrônico
Organização: Projeto Sampazila e Grupo Ilê Aláfia ACM São Paulo
Oficina de Maracatu seguida de show. O grupo é um projeto de extensão cultural, que sem distinção de etnia e cor, por meio de manifestações da cultura popular brasileira proporciona à população inclusão social, conhecimento e informação. O projeto busca um som refinado e moderno sem deixar as raízes que vão do dub, reggae, rock, passando pelas batidas do maracatu e eletrônico, fundindo um estilo próprio, dançante e energético, sem perder a mensagem em cada letra.
26 de outubro (sáb), 16h – BP Paulo Duarte e Acervo da Memória e do Viver Afro-brasileiro
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Foto de Gal Oppido

Teatro

Espetáculo de Dança: Cidade
Com Núcleo OMSTRAB
O espetáculo reúne Dança Contemporânea e música ao vivo, inspirado nos espaços públicos e sonoridades da cidade de São Paulo. Um diálogo direto, corporal, auditivo com a cidade, através da percepção de elementos sonoros e de movimentos que acabam se perdendo na urgência do dia a dia.
26 de outubro (sáb), 14h – BP Raul Bopp
1 º de novembro (sex), 11h – BP Pedro Nava

Encontro

Acampadentro
Uma noite com atividades de leitura e brincadeiras, elaboradas sob as temáticas dos contos infantis. As crianças participantes são protagonistas de suas histórias favoritas, acompanhadas e supervisionadas pelos arte-educadores do PIÁ -Programa de Iniciação Artística e funcionários da Biblioteca Hans Christian Andersen. Para participar é necessário levar roupa de dormir, escova e pasta de dente.
De 25 de outubro a 26 de outubro, das 20h às 7h – BP Hans Christian Andersen
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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

DESTAQUE: FEIRA DE TROCA DE LIVROS E GIBIS NO PARQUE DO CARMO 20/10

DIVULGAÇÃO:

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9º FESTIVAL A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS

De 20 a 27 de outubro de 2013 acontece a nona edição do Festival “A Arte de Contar Histórias” nas Bibliotecas Públicas, Pontos de Leitura e roteiros dos Ônibus-biblioteca. Além das atividades de narração de histórias, acontecerão workshops, debates, palestras, lançamentos e uma mostra de cinema. No encerramento, haverá apresentação e bate-papo com o griot Toumani Kouyaté, artista de Burkina Faso radicado na França.
A Hora da Historia - Natalia Grisi

Feira de Troca

Feira de Troca de Livros e Gibis
Traga seu livro ou gibi e troque por outros que você não tenha!
São aceitos para troca livros em boas condições de literatura infantil, juvenil, adulto, gibis, quadrinhos e mangas. Só não são aceitos livros técnicos ou didáticos.
20 de outubro - Parque do Carmo
Av. Afonso de Sampaio e Souza, 951 – Itaquera (Leste) – (11) 2748-0010 / 2748-5001
Subprefeitura Itaquera
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Teatro

Vocacional apresenta: Sweet Cabaré
Com Grupo Mocinhas de Pinheiros. Orientação: Fernanda Machado
Porto da cidade de Santos, década de 20. Madame Louise e suas belas dançarinas, com charme e graça, dançarão o Cancan.
19 e 26 de outubro (sáb), 15h – BP Alceu Amoroso Lima

Oficina

Oficina de Teatro do Oprimido
Com o Grupo Teatral Mata!
Oficina de teatro a partir da aplicação de técnicas de Teatro do Oprimido, sistema criado por Augusto Boal.
19 de outubro (sáb), 16h – BIJ Monteiro Lobato
20 de outubro (dom), 16h – BIJ Monteiro Lobato
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Encontro

Projeto Epivanias
Encontros de artistas in memorian do poeta paulistano Roberto Piva, com curadoria de Caco Pontes e Heyk Pimenta. O objetivo é resgatar o imaginário do escritor, descentralizando os eixos e extremos da paranoica Sampa-City, num acontecimento religioso – e ritualístico - da raça. A homenagem acontece também no Centro Cultural São Paulo, Centro Cultural da Juventude e Galeria Olido. Confira a programação na Biblioteca de Poesia:
*Recital Parabólicas Paranóicas + Exibição do vídeo "Assombração Urbana"
Com Beth Braith Alvim, Barbara Uila, Celso de Alencar e Chiu Yi Chi
Dia 18 de outubro (sex), 19h – BP Alceu Amoroso Lima
Performance Chá de Brócolis
Com Luciana Annunziata, Carol Araujo e Juliana Bernardo
Palestra "Os dentes da memória"
Com Camila Hungria e Renata D'Elia
Dia 19 de outubro (sáb), 17h – BP Alceu Amoroso Lima

Arte nas Ruas

Biblioteca no Palco
Com Cia de Teatro do Studio
Contações de histórias baseadas em clássicos da literatura, permeados por muita música e oportunidades de interação.
18 de outubro (sex), 12h30 – Ônibus-biblioteca Roteiro Grajaú. Z. Sul
19 de outubro (sáb), 13h – Ônibus-biblioteca Roteiro Jardim Vera Cruz. Z. Sul
20 de outubro (dom), 12h – Ônibus-biblioteca Roteiro Vila Andrade. Z. Sul
23 de outubro (qua), 12h – Ônibus-biblioteca Roteiro Jardim das Rosas. Z. Sul
24 de outubro (qui), 12h – Ônibus-biblioteca Roteiro Jardim Olinda. Z. Sul
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Herois de muitos cantos e contos de muitos cantos
Com Cia Luarnoar
Contos e composições musicais de tradição oral e cultura popular, que buscam estimular a interação e a troca de experiências entre os participantes.
18 de outubro (sex), 11h – Ônibus-biblioteca Roteiro Parque Vila Maria. Z. Leste
19 de outubro (sáb), 14h – Ônibus-biblioteca Roteiro Ponte Rasa. Z. Leste
22 de outubro (ter), 12h – Ônibus-biblioteca Roteiro Parque Novo Mundo. Z.Norte
23 de outubro (qua), 12h30 – Ônibus-biblioteca Roteiro Jardim d´Abril. Z. Oeste
24 de outubro (qui), 13h – Ônibus-biblioteca Roteiro Jardim Sarah. Z. Leste
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sábado, 12 de outubro de 2013

DIVULGAÇÃO

FEIRA DE TROCA DE LIVROS E GIBIS
 NO PAQUE DO CARMO

20 de Outubro - Domingo
10h às 15h
Grátis
 
PARQUE DO CARMO
Av. Afonso de Sampaio e Souza, 951 - Itaquera
 
 
Até a próxima parada!
Ônibus-Biblioteca: a Leitura em movimento